
Gostaria de ficar a pensar no que viria lá de cima.
Campos verdes e animais a pastar?
Ou prédios e poluição?
Não deixes demolirem a tua casa
O ar puro,
frutos frescos criados na terra,
agricultores e toda a sua mão de obra.
Às vezes fico triste por ver-te morrer,
Outras vezes também te esqueço...
Quero que vivas para os meus filhos
netos e bisnetos
dá-lhes de comer
vestir,
dá-lhes prazer.
No teu berço nasci, vivi e desejo morrer feliz
Amo o cheiro da tua terra,
do mar.
Do vento que bate na minha cara
Da chuva que cai sobre mim
com o desígnio de limpar os meus pecados como humano
Como parasita.
É ao sabor da chuva ao luar onde me sinto outra vez parte de ti
não como humano nem outro animal...
Mas como teu filho, Terra
que fugiu das tuas raízes para o exterior.
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