terça-feira, 24 de agosto de 2010




Gostaria de ficar a pensar no que viria lá de cima.

Campos verdes e animais a pastar?

Ou prédios e poluição?

Não deixes demolirem a tua casa

O ar puro,

frutos frescos criados na terra,

agricultores e toda a sua mão de obra.

Às vezes fico triste por ver-te morrer,

Outras vezes também te esqueço...

Quero que vivas para os meus filhos

netos e bisnetos

dá-lhes de comer

vestir,

dá-lhes prazer.

No teu berço nasci, vivi e desejo morrer feliz

Amo o cheiro da tua terra,

do mar.

Do vento que bate na minha cara

Da chuva que cai sobre mim

com o desígnio de limpar os meus pecados como humano

Como parasita.

É ao sabor da chuva ao luar onde me sinto outra vez parte de ti

não como humano nem outro animal...

Mas como teu filho, Terra

que fugiu das tuas raízes para o exterior.

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